Viajar pela Europa continua a ser um dos grandes objetivos de muitos portugueses, mas os preços elevados em cidades tradicionais como Paris, Londres ou Amesterdão têm levado cada vez mais turistas a procurar alternativas menos conhecidas e mais económicas. Em 2026, a tendência aponta para destinos considerados “escondidos”, com custos mais acessíveis, menos pressão turística e experiências mais autênticas.
Ao mesmo tempo, o crescimento das companhias low cost e a maior flexibilidade no planeamento de viagens permitiram descobrir cidades e regiões que antes passavam despercebidas nos roteiros tradicionais.
Mesmo em viagens económicas, porém, muitos turistas já consideram importante contratar o melhor seguro de viagem, sobretudo devido ao aumento dos atrasos aéreos, cancelamentos e custos médicos fora do país de origem.
Destinos menos conhecidos estão a ganhar protagonismo
Nos últimos anos, cidades europeias menos mediáticas começaram a destacar-se entre viajantes que procuram preços mais baixos e ambientes menos massificados. Em vez de grandes capitais, muitos turistas preferem agora destinos regionais com boa gastronomia, património histórico e alojamento mais acessível.
Locais como Liubliana, na Eslovénia, Gdańsk, na Polónia, ou Tirana, na Albânia, surgem frequentemente nas listas de tendências para 2026. Além de custos reduzidos, oferecem experiências culturais diferentes das rotas mais tradicionais.
Outro fator importante é a facilidade de deslocação ferroviária entre vários destes destinos, algo valorizado por viajantes que procuram alternativas ao transporte aéreo.
O fenómeno low cost mudou os hábitos de viagem
As companhias aéreas de baixo custo alteraram profundamente a forma como os europeus viajam. Hoje, escapadinhas de três ou quatro dias tornaram-se comuns, mesmo para destinos menos conhecidos.
Isso permitiu uma descentralização do turismo. Regiões que antes recebiam poucos visitantes passaram a integrar circuitos internacionais graças a voos diretos e preços mais competitivos.
No entanto, especialistas alertam que as viagens low cost também exigem atenção aos detalhes. Tarifas aparentemente baratas podem incluir limitações relacionadas com bagagem, alterações de voo ou assistência reduzida em caso de imprevistos.
Segundo a Comissão Europeia, os atrasos e cancelamentos continuam entre os principais motivos de reclamação dos passageiros aéreos no espaço europeu.
Viajar barato não significa viajar sem planeamento
Uma das mudanças mais visíveis entre os viajantes portugueses é a maior preocupação com organização e segurança. Mesmo em viagens curtas, muitos turistas passaram a valorizar cobertura médica, proteção de bagagem e assistência durante deslocações internacionais.
Além disso, vários destinos considerados baratos podem apresentar custos elevados em situações de emergência médica ou necessidade de transporte urgente.
Por isso, o seguro de viagem começou a ser visto como parte integrante do planeamento, e não apenas como uma despesa opcional.
A procura por experiências autênticas continua a crescer
Outro fenómeno associado aos destinos “escondidos” é a procura por autenticidade. Muitos turistas procuram cidades menos saturadas pelo turismo de massas, onde ainda seja possível encontrar preços equilibrados e maior contacto com a cultura local.
Mercados tradicionais, cafés familiares e bairros históricos tornaram-se elementos valorizados por viajantes mais experientes. Em vez de roteiros acelerados, cresce o interesse por estadias mais tranquilas e experiências locais.
Segundo a Organização Mundial do Turismo, o turismo sustentável e descentralizado deverá ganhar ainda mais relevância nos próximos anos, sobretudo entre viajantes europeus mais jovens.
Perguntas frequentes sobre viagens low cost na Europa
Os destinos menos conhecidos são realmente mais baratos?
Na maioria dos casos, sim. Alojamento, alimentação e atrações costumam apresentar preços mais baixos do que nas capitais mais turísticas.
Vale a pena contratar seguro para viagens curtas na Europa?
Sim. O seguro pode cobrir cancelamentos, extravio de bagagem e despesas médicas não abrangidas pelo Cartão Europeu de Seguro de Doença.
Quais os destinos europeus em crescimento para 2026?
Cidades da Europa de Leste e regiões menos exploradas dos Balcãs estão entre as tendências apontadas por especialistas em turismo.
Conclusão
A Europa continua cheia de destinos capazes de surpreender viajantes portugueses sem exigir orçamentos elevados. Em 2026, a combinação entre turismo low cost e procura por experiências mais autênticas deverá continuar a impulsionar cidades menos conhecidas.
Ainda assim, viajar de forma económica não significa abdicar de planeamento ou segurança. A preparação adequada continua a ser essencial para evitar imprevistos e aproveitar a experiência com maior tranquilidade.

